4 etapas preparação reforma tributaria

Veja 4 etapas fundamentais de preparação para a Reforma Tributária

A partir de outubro de 2025, os campos relacionados ao IBS, CBS e Imposto Seletivo começam a aparecer oficialmente nas NF-e e NFC-e, iniciando o período de adaptação à nova Reforma Tributária sobre o consumo. Inicialmente, o preenchimento será opcional, servindo para testes e ajustes de sistemas. Porém, a partir de janeiro de 2026, o preenchimento correto desses campos se tornará obrigatório.

Com a proximidade dessa transição, é fundamental que pequenas, médias e grandes empresas avaliem em qual estágio de preparação se encontram, revisem processos internos e planejem as adequações necessárias. Uma transição organizada evita riscos, reduz custos e garante conformidade fiscal.

A seguir, conheça as 4 etapas essenciais para preparar sua empresa para a Reforma Tributária.

1. Entendimento técnico e estratégico da Reforma Tributária

A primeira etapa é dominar a nova legislação. Sua empresa precisa compreender como o IBS, CBS e IS impactarão o modelo de negócios, o fluxo de caixa e a formação de preço.

Alguns pontos críticos que devem ser avaliados:

  • Como o split payment (débitos automáticos a cada venda) afetará seu fluxo de caixa?
  • Como ficará sua compensação de créditos no novo sistema?
  • Sua empresa é isenta hoje? Atenção: vários setores passarão a recolher tributos.
  • Como o Imposto Seletivo impactará produtos ou serviços considerados nocivos à saúde ou ao meio ambiente?

Esse entendimento exigirá uma revisão de premissas básicas do negócio, como estoque, logística, precificação, vendas e financiamento.

Para que tudo funcione na prática, é fundamental que lideranças e equipes operacionais estejam alinhadas, treinadas e atualizadas com a legislação.

2. Avaliação dos processos internos e dos contratos

Depois de compreender os impactos da Reforma, o próximo passo é olhar para dentro da empresa:

  • Os seus processos fiscais, contábeis e financeiros precisam ser ajustados?
  • O modelo de precificação atual funciona no novo cenário?
  • A equipe está capacitada para lidar com as mudanças?
  • Será necessário renegociar contratos com clientes e fornecedores?

Essa etapa exige uma análise minuciosa das rotinas atuais. Em muitos casos, ajustes de preço, condições comerciais e prazos precisarão ser comunicados à cadeia de valor   de forma clara, estratégica e colaborativa.

Lembre-se: algumas adequações não podem ser feitas unilateralmente, o que reforça a importância de planejamento e comunicação.

3. Reestruturação de sistemas e processos operacionais

A terceira etapa é essencialmente técnica e operacional. Com a nova legislação, será necessário atualizar sistemas e ferramentas internas.

Perguntas importantes:

  • Seu emissor de notas fiscais já está preparado para IBS, CBS e IS?
  • O sistema contábil consegue escriturar os novos tributos?
  • A empresa possui uma base tecnológica confiável para evitar erros e garantir velocidade nas entregas fiscais?

A transição exigirá sistemas inteligentes, capazes de gerir rotinas, obrigações e cálculos com segurança. A tecnologia será uma aliada para reduzir erros, evitar autuações e agilizar o fluxo de informações contábeis.

4. Governança tributária e compliance contínuo

Por fim, a implementação deve vir acompanhada de forte controle, governança e compliance tributário.

O ideal é contar com uma equipe contábil ou tributária que:

  • Monitore o processo de transição;
  • Acompanhe a evolução legislativa (PECs complementares e leis ordinárias);
  • Registre corretamente créditos acumulados;
  • Garanta conformidade em todas as rotinas fiscais.

O objetivo é proteger a empresa de riscos, atrasos e inconsistências durante todo o período de adaptação.

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